15/11/2011


Poeta e musa na balada

A cabeça gira
A íris queima
A mão conspira
A musa teima

-Me deixe dormir
Suplico plangente
-Só quando escandir!
Retruca imponente

Nossa árdua luta
Só o cronos escuta
Em ferrenha disputa
A bela deusa arguta

Muda minha conduta
Paciente e resoluta
Do meu ser desfruta
Ela é sim, absoluta.



Autor: Nelson da silva.
Os guardas do tesouro do rei no tribunal dos tributos

Ao rei absoluto
Todos pagam tributo
Ao nascer, ao viver, ao luto;
Todos lhe pagam tributo.

Tributos desviados
Palácios adornados
Sonhos realizados
Tribotários lesados.

Do nascimento ao luto
Todos pagam tributo
Ao rei absoluto
Que possui salvo conduto.

O montante do imposto
Desajuíza-o como o mosto
Servido a seu gosto
Sobre a mesa do desgosto.

Mesa farta
Mesa vazia
Branca carta
Fome, agonia.

Até quando será assim?
Filhos pedem pão pra mim;
Raquíticos, perto do fim;
Aviões, de Miami a Pequim.

Futebol, carnaval, samba,
O néscio se embebeda
Tribotários na corda bamba
Aguardando o sopro, a queda.

Um rei que observa calado
Os guardas tibúrcios agindo
O povo apático, indignado,
E o país, submergindo.


        Autor: Nelson da silva.



Poeta anônimo

No anonimato
Poeta de fato
Muita proximidade
Faz-me celebridade

A lisonja falaciosa
Pode atrapalhar
Querem minha prosa
Quero me ocultar

Não sou bicho
Também sou gente
Só quero meu nicho
Onde vivo contente

No meu mundo sou rei
Todos me prezam
Ai fora, não sei
Facilmente me lesam

No anonimato
Poeta de fato
Muita proximidade
Torna-me celebridade

Não quero dinheiro
Muito menos a fama
Só quero um tinteiro
Pra escrever o meu drama

O sucesso me chama
De braços abertos
Prefiro meu drama
Meus rumos incertos

Não à fama
Não à glória
Sim ao drama
A oculta história.

Nelson da silva.

MEU JARDIM


Num jardim de efêmera vida
Já cultivei muitas flores
Branca, pálida, rubra, colorida,
Sementes de pesar, louvores...

A branca, sempre clara
A pálida, sempre frágil
A rubra, tu a descubra!
A colorida leve, ágil...

Todas reguei carinhoso
Inclusive nos invernos
Ainda que seja ditoso
Não terei cuidados eternos

Hoje, jardim aterrado
Infrutífero, inútil, inerte,
Caule desprezível, ressecado...
Onde nem a saudade verte

Esse jardim que ilude
Fez-me às vezes rude
Mas, vejo magnitude,
Nas flores do meu ataúde.



Autor: Nelson da silva
Guerreiro neural


MEU JARDIM


Num jardim de efêmera vida
Já cultivei muitas flores
Branca, pálida, rubra, colorida,
Sementes de pesar, louvores...

A branca, sempre clara
A pálida, sempre frágil
A rubra, tu a descubra!
A colorida leve, ágil...

Todas reguei carinhoso
Inclusive nos invernos
Ainda que seja ditoso
Não terei cuidados eternos

Hoje, jardim aterrado
Infrutífero, inútil, inerte,
Caule desprezível, ressecado...
Onde nem a saudade verte

Esse jardim que ilude
Fez-me às vezes rude
Mas, vejo magnitude,
Nas flores do meu ataúde.



Autor: Nelson da silva
Guerreiro neural


Ninguém me ama


Quem já sofreu por amar
Sabe do que estou falando
Profundo lamento, pesar,
Ao vê-lo se acabando.

Quem ama não adultera,
Quem ama não maltrata,
Quem ama, se dilacera,
Quem ama, também mata.

Alguns matam por amor
Outros dele ficam refém
Não quero ser matador,
Por isso amo a ninguém.

Ninguém me chama
Ninguém me abraça
Ninguém me ama
Ninguém me caça.

Ninguém me ama
Ninguém me quer
Ninguém é minha dama
Ninguém é minha mulher.

Ninguém é meu amor
Ninguém é meu bem
Ninguém é meu penhor
Ninguém a mim tem.

Do interior de ninguém,
Verte por mim um gemido
Ninguém é meu bem
Ninguém é meu alarido.

Ninguém
Entende
Como
Convicto
Agradeço
Amando
Agraciado.

21/05/2011


AMOR ABÇURDO

Os tolos, as desprezaram
As tendo por enfadantes
Os poetas as encontraram
E delas fizeram-se amantes

Encontrei a todas
São todas minhas
Morro por elas
Magrelas gordinhas...

Meu amor por elas: lindo
Meu amor por elas: puro
Meu amor por elas: infindo
Eternamente amá-las juro

Vejo a todas no mesmo dia
Dou-as amor distinto
Elas são minha alegria
Com todas, vivo me sinto

Não tenho nenhum receio
Em revelar meus amores
Quando com elas passeio
Arrumam observadores

Se as achar lindas,
Deixo-as acompanhar-te
Sempre me serão bem-vindas
Quando delas, enfadar-te.

          Autor: Nelson da silva
          Guerreiro neural.

Docência dourada

10/05/2011


Docência dourada



Deus decidiu desenhá-los
Depois do dilúvio d’água
Delicadamente, diligentemente,
Deus desenhou-os durante
Dilúvios dictuais.


Dotou-os de destreza dialógica
Deliberadamente dotou-os de
Divinos dons didáticos
Dotou-os de decência, dinamismo, determinação...
Deus deu-os desejos dourados
Distinguindo-os dentre ditosos doutores.


Depois de diletamente desenhados...
Deus, Docentes, dialogaram durante dias;
Durante diálogo  disse-lhes  Deus:
Discentes deparar-se-ão desarmados
Desfalecendo doridos diante de
Duras dúvidas, dando-lhes douradas dicas
Dilemas dúbeis definitivamente desaparecerão.


Decidido, desprovido de dúvidas,
  Determinado, disse Deus: Desçam ditosos Docentes,
                Descendentes da dinastia dourada
Detentores de dicção  diamantada .
Nelson da silva.
    VIDA DÁDIVA DIVINA




DAVIDIVÃDAVIDADADIVA
DIVADIVÃDAVIDADAVÍDICA
DAVIDIVADÁDIVASDIVINAS
DIVADAVIDÁDIVASDIVIDIDAS
DAVIDIVADIVÃSDASVIDASDIVIDIDAS


DAVIDIVADÁDIVASDIVINASDIVIDIDAS
DIVADAVIDIVÃSDASVIDASDADAS
DAVIDIVADÁDIVASDIVINAIS
DIVADAVAAVIDAADAVI
DAVIDAVAAVIDAADIVA
DIVADAVIVIDASDADAS


DAVIDIVADÁDIVASDIVINASDASVIDASDIVIDIDAS
DIVADIVÃDAVIDADAVÍDICA
DAVIDIVÃDAVIDADADIVA
DIVADAVIDÁDIVASDIVINAS
DAVIDIVADIVÃS
DIVADAVI
VIDAS.