15/11/2011


MEU JARDIM


Num jardim de efêmera vida
Já cultivei muitas flores
Branca, pálida, rubra, colorida,
Sementes de pesar, louvores...

A branca, sempre clara
A pálida, sempre frágil
A rubra, tu a descubra!
A colorida leve, ágil...

Todas reguei carinhoso
Inclusive nos invernos
Ainda que seja ditoso
Não terei cuidados eternos

Hoje, jardim aterrado
Infrutífero, inútil, inerte,
Caule desprezível, ressecado...
Onde nem a saudade verte

Esse jardim que ilude
Fez-me às vezes rude
Mas, vejo magnitude,
Nas flores do meu ataúde.



Autor: Nelson da silva
Guerreiro neural

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